16 de junho de 2017

DESVENTURAS DOMÉSTICAS


           - Tais Luso

 Toda a contravenção é estressante. Maus profissionais existem em todas as profissões. No emprego doméstico, também. São chamadas hoje de diaristas. Ou empregada doméstica. É um trabalho digno, exercido por gente boa e que precisa de trabalho. Mas também tem alguns rolos! A confiança teria de ser 100%. Coisa rara.
Tivemos inúmeras empregadas. Nossa primeira empregada, chamava-se Cenira. Com ela começaram todos os meus pesadelos. Tudo o que quebrava, não dizia; de nada sabia... Certo dia  peguei a criatura comendo a papinha de minha filha, ainda nenê - hoje, já adulta. Ora, vá lá eu ter confiança numa mulher que  come a comida da minha filha! Mas adoro fazer justiça; e fiz. E também aproveitei para destrambelhar um pouco. 
Tive outras tantas empregadas, surpreendentes! Tínhamos um papagaio, o Zezinho, reconheço que o bichinho era um tanto desbocado, nunca soubemos quem o alfabetizou. A empregada era evangélica. Cada vez que ela passava por ele, ouvia um palavrão, FDP. Certo dia, ela terminou seu serviço e foi embora. Senti falta das algazarras do papagaio e fui lá vê-lo. Zezinho não estava mais na gaiola, ela o havia soltado e também nunca mais voltou ao emprego. Sumiu. Mas ficou a eterna saudade do Zezinho. Passei a colocar  diarista duas vezes por semana, mas...
Aconteceu numa certa sexta-feira, o cheiro putrefato na cozinha estava insuportável. Desmontei tudo, e nada... A infeliz tinha esquecido de levar a carne que escondeu num vácuo, debaixo do tanque na área de serviço. Mas o que mais me irritou foi quando ela chegou na 3ª feira e mostrou-se surpresa. Optei, então, por colocar diaristas de mais idade, o que não resolveu porcaria nenhuma.
Entrou a Valdeci. Quando terminou seu serviço, vi que sua sacola havia engordado... Ah, pensei comigo...chega! Pedi que buscasse dois litros de leite no supermercado. Fui com muita certeza na sua sacola: tiro e queda: encontrei café, sabão em pó, açúcar, arroz e carne! Tudo embrulhadinho e seu casaco por cima. Foi muito estressante! Deve ter acontecido outras vezes, nos dias de minhas aulas.
Passaram-se anos com muitas histórias. E resolvemos mudar de esquema: almoço de fora! Hoje tenho uma faxineira, apenas uma vez por semana. Gosto dela. Só tem um probleminha: ela está com 63 anos, artrose no joelho e coluna, a coisa tá difícil...  Quando ela aperta a campainha eu já lhe dou um  Dorflex! Mas como está há dez anos conosco, não penso em abandoná-la nessa sua fase difícil. Estamos navegando... Não sei por quanto tempo. 
Resumindo: há comportamentos que o tempo não apaga e não modifica! Sim, queridos, isso faz parte do nosso cotidiano mais simples. Lidar com a nossa própria espécie é muito difícil. E incomoda muito. 
     

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53 comentários:

  1. Pois é, Tais, por essas e tantas outras, que eu tomo o Dorflex, e enfrento o serviço, pois aguentar tais "colaboradoras", e depois tomar Calman... Isso não aguento, não!!
    Abraço.

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  2. Nunca tive empregada (em Portugal se chamavam antigamente criadas, e mulheres a dias, hoje são todas Auxiliares de Economia Doméstica.) excepto numa época em que tinha feito uma cirurgia complicada e não podia fazer nada. Então tivemos uma empregada que trabalhou uma semana, e na Sexta quando saiu levou todo o dinheiro que tínhamos em casa para o resto do mês. E claro nunca mais apareceu. Também nunca mais tive nenhuma. O marido foi fazendo o que podia até que recuperei e voltei a assumir o comando.
    Um abraço

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  3. Tais
    Em cerca de cinquenta anos e apenas três empregadas domésticas, dois dias na semana, nunca houve razão de queixa, nesse aspecto.
    Leia e comente BRASIL – O SORRISO DE DEUS
    Pedra do Ingá
    http://amornaguerra.blogspot.pt/
    Bjs

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  4. Acróstico

    Deixe que faça a velha faxina do dia
    Imagine que bem essa faina lhe traz
    Aquilo que a você, portanto, competia
    Recai na conto do que tal mulher aí faz
    Infelizmente nem tudo é alegria
    Sabe-se que uma que outra será felaz
    Terá você pois, ardilosa companhia
    Afanando até carne que se putrefaz.

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  5. Boa noite querida amiga!
    Hoje vim agradecer sua visita no dia do meu aniversário com felicitações e palavras que me emocionaram. Obrigada de todo coração e que Jesus, também lhe conceda muita felicidade por muitos e muitos anos.
    Antes de conhecer a blogsfera, imaginava um mundo virtual frio. Ao longo desses anos que tenho meus blog tenho percebido que tem amigos e amigas, seres humanos atenciosos, educados, sábios sensíveis e amigos. Você é uma dessas pessoas incríveis. Obrigada! Abraços da amiga Lourdes Duarte.

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    1. Querida Lourdes, a blogosfera é um pouco diferente das redes, a gente faz amigos, e carinho e atenção é uma árvore que dá frutos! Os blogueiros querem é escrever, criar, jamais tumultuar. Sempre tive isso em mente.
      Grande beijo, querida amiga. Obrigada pelas suas palavras, gostei muito.

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  6. É difícil, não só pela incompatibilidade à hora de fazer as coisas, como com a lentidão com que, em alguns casos, se faz. Mas quase sempre o que mais valoro é o saber estar, o respeito.
    Um grande abraço

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  7. Adorei a sua crónica, quantas histórias incríveis.
    Tenho uma empregada à muitos anos, mas nunca tive problemas, agora já é uma senhora com perto de 70 anos, mas ainda está razoávelmente bem de saúde. O engraçado é que ela diz-me que considera a minha casa quase como se fosse dela e vai fazendo o que mais gosta, normalmente tratar das flores da varanda. Quando há tarefas que considero mais pesadas para ela, nem dou, no fim de semana faço eu ou o meu marido.
    Bom fim de semana
    Beijinhos
    Maria de
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

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  8. Qua coisa,né? Aqui optei por ter uma faxineira quase de 15 em 15 pois não tenho mais paciência de ter alguém am casa com o marido junto. Perdemos toda a espontaneidade! Assim só quando a coisa tá feia a chama! Mas aconteceram muitas coisas até que eu chegasse a esse ponto! Coisas normais dos dias... be9ijos,chica

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  9. Ah! Eu só fui roubada, quando fui abrir o guarda roupa: cadê. Mandei-a embora e tive que falar que não podia mais pagar, mas se precisasse de recomendações boas, a futura patroa podia ligar.
    O telefone não parava de tocar, até de cidade vizinha. Se quis a vadia comer teve que cortar cana.kkk
    Beijos
    Lua Singular

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  10. Área complicada e difícil para todos, trabalhadores incluídos. É bom contar com os prestimosos serviços de um 'pai-de-santo', amiga Tais.
    Um beijo.

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  11. Pois é. São as necessidades que temos quando somos profissionais que enfrentam o batente fora de casa.
    Tive também alguns contratempos, mas o que eu posso testemunhar é que tive muito mais alegrias que tristezas. Grandes mulheres passaram por minha casa. Quero dizer o nome de uma, lembrando de todas elas.
    NEIDI, MINHA QUERIDA, TU FOSTE UM ANJO EM NOSSA VIDA!!

    Um grande abraço, Taís!
    Muito obrigada pelo teu carinho.
    Palavras como as tuas tem sido bálsamo na minha dor.

    abraço
    Lola

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  12. Bem que a sua crônica me fez lembrar aquele Ministro da Justiça, o que interpelado pela mídia sempre dizia: "Nada a declarar". Você certamente se lembra dele. Não é dos Tempos da Brilhantina, mas sim da Ditadura. O Armando Falcão. Mas não estranhe o meu silêncio. É que você disse tudo com muito leveza e simplicidade. Além disso, eu não sou o dono da casa. Há outra "patroa" (rsrs). Mas as secretárias do lar nos dão um trabalho, consome tanto "a patroa" que já as abandonamos. Agora é uma diarista, uma vez por semana. E seja o que Deus quiser. O mínimo que fica é colocar tudo no lugar depois que ela sai... Já pensou se ficasse a semana inteira?
    Beijo, amiga, e um bom final de semana!

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  13. Tive uma empregada durante 8 anos ... enquanto meus filhos eram pequenos e depois nunca mais!!!
    Agora com as arteroses e a tendinite crónica no ombro ... recorro a uma amiga para passar a ferro e fazer as limpezas a fundo!!!
    bj

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  14. Taís eu também já sofri com secretárias do lar.
    A mesma coisa fizeram comigo,levaram um pedaço de carne e um vestido de mamãe e o mais engraçado é que depois de algum tempo que foi dada a falta,ele apareceu lindo,leve e solto no armário.
    Amei a sua crônica.
    Bjs e um ótimo domingo.
    Carmen Lúcia.

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  15. Sabe amiga, eu como não tive filhos acabei por
    ir fazendo todas as tarefas domésticas apesar
    de estar empregada.Agora já com 70 anos e reformada
    enquanto conseguir, vou fazendo, mas já custa.
    Mas conheci um caso recente de uma familiar com
    90 anos e que precisava de uma assistente 24 horas/dia.
    Além de ficarem poucos dias, aproveitaram sempre para
    "desviar roupas pessoais e lençóis de banho ou roupas
    de cama e toalhas de mesa".
    Foi uma situação muito desagradável e triste, e o pior
    é que o filho, acabou por colocar a mãe num lar. Mas ele
    era o único que tinha autoridade para decidir.Ainda se
    encontra no lar, agora com 91 anos.

    Beijinhos e votos de que se encontre bem.
    Irene Alves

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  16. oi Taís, terminei de ler tua crônica e ainda estou rindo. rs Como sempre, narrativa inspirada e divertida. Gostei.

    Beijinhos, amiga. Bom final de semana!

    {tô sumida, mas não esqueço de ti_♥}

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  17. Ahhh cara Tais, eu tenho histórias para um longo café, algumas com direito a risadas. É um relacionamento delicado, precisamos agir e falar pensando 'lá na frente' com as nossas ajudantes.
    Minha mãe teve uma que colecionava tupperwares e o gosto pela marca, foi percebido também, pela bolsa gordinha ahahaha. Outra gostava de colecionar produtos de limpeza.
    Hoje tenho uma que nunca me deu problemas, é uma relação amistosa, ela não fuma, não fala muito, vive bem com poucos acessos no celular e é alegre, dá até gargalhadas. Eu espero por ela, para tomarmos café juntas, pela manhã, quando é o dia de trabalhar na minha casa. O papo é sempre bom.
    O ser humano é complexo, mas por vezes, com um simples olhar, podemos perceber tudo, como por exemplo, a bolsa gordinha ahahaha.
    Querida, um beijinho e um abraço afetuoso para um bom domingo.

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  18. Olá irmãzinha até nessa hora, parece que você está descrevendo a via crucis daqui de casa, também já flagrei uma tomando a mamadeira de minha filha e acrescentando água para disfarçar, foi dispensada na hora, outra roubava as roupinhas do meu filho, usava meu perfume, shampoo sumia, um inferno.
    Atualmente tenho um rapaz faxineiro, duas vezes na semana, limpa mas vigio, pois os panos de chão ele acha que servem para limpar a pia o fogão, fico igual a um guada tomando conta, não vai durar muito por aqui estou cansada.
    Não é fácil amiga, mais c'est la vie, fazer o que:(.
    beijinhos, Léah

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  19. Olá, querida Taís!
    Saudade de passar por aqui...
    Sabe, vejo que quando dos fortes, Deus nos concede grandes causas para cuidar...
    Vejo que vc tem dentro da própria causa, uma grande missão...
    Sentirá a Força que lhe virá do Alto para seu nobre coração... custe o que custar... comigo é assim, querida!
    Seja feliz e abençoada!
    Bjm de paz e bem

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  20. Não é fácil, Taís minha Amiga, encontrar a pessoa ideal para fazer as nossas tarefas doméstica. A sua crónica está excelente e gosto do modo como a sua narrativa se desenvolve.
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  21. Amiga! já tive várias desventuras dessas. As tarefas de casa arremendavam e fui suportando, o pior, foram embora de gosto e vontade e ainda fui parar na justiça. Depois de muitas desventuras, hoje estou só com meus afazeres de casa. Ainda trabalhando na escola porque tenho idade mas não tenho tempo de serviço, sem saúde, mas só. Até quando vou aguentar não sei mas no momento é a melhor opção. Parabéns por sua cronica maravilhosa. Grata pela visita lá no meu cantinho, serás sempre bem vinda. Bjuss

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  22. Creo que todos podemos contar algunas historias semejantes, con la única diferencia de que se habla en otra lengua y se está en otro país. Es curiosa la coincidencia. Supongo que lo que acabo de decir no le servirá de consuelo. Lo siento. Le deseo suerte cuando tenga que buscar a la próxima. Un abrazo. Franziska

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  23. Boa noite Tais.
    Querida amiga, só mesmo sua cronica para descontrair. Já espero ela com um doflex rsrs. Nem vou começar a contar a minha maratona com as funcionarias do lar, acho que daria um livro, que seria chamado a cruz que precisamos carregar ao precisar de uma ajudante do lar rsrs. A ultima que tive era uma funcionaria exemplo, pensei que ela era uma loteria, mas no momento que mais precisamos descobrimos que era não ganhamos o premio. Pois ela no dia 01 deixou a minha irmã sem nem alimentação,se estivesse ficado no hospital no dia 01 não faço ideia do que seria da minha irmã. Mas quando eu cheguei do hospital a primeira coisa que fiz foi ligar pra ela e dizer que ela estava demitida. Infelizmente eu não posso ficar sem uma ajudando, então vou ver o que faço para encontrar alguma que traga soluções, não mais problemas. Uma feliz semana para você e para o Pedro. Forte abraço.

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  24. Deixar entrar e permanecer uma estranho nas nossas casas, nas nossas vidas, é muito complicado.
    A empregada doméstica que está lá em casa está connosco há cerca de dez anos.
    E tem sido impecável em todos os aspectos.
    Mas...nunca se sabe.
    Boa semana

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  25. Taisinha, li com atenção esta tua ótima crônica, que aborda um assunto muito discutido não apenas pelas mulheres, mas também pelos seus maridos (não digo que todos eles se aventurem a tratar desse assunto). Eu acompanho as tuas lutas e de alguns amigos contra as empregadas, principalmente com as que não foram honestas. Sempre levei esse assunto a sério, pois sempre vi o desgaste emocional que causa esse relacionamento com diaristas estranhas em nossa casa, com acesso a muitas coisas que não deveriam mexer, como documentos, dinheiro, talões de cheque etc.
    Um beijinho daqui do escritório

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  26. Não há duvida de que é bem difícil encontrar alguém em quem tenhamos 100% de confiança para a metermos na nossa casa.
    Um abraço e boa semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    O prazer dos livros

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  27. Cara amiga, cronista, Tais, não sei muito de diaristas, exceto, que minha sogra tem sofrido bastante nas mãos delas, mas subscrevo o depoimento acima do Francisco Manuel.
    Um abração. Tenhas bom frio.

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  28. Minha querida Escritora, Taís Luso !
    Ri muito com a história trágica do "zezinho".
    Será que não foi embrulhado, também, na sacola ?
    Tomara que não...
    Estas histórias são idênticas às muitas famílias
    por este mundo afora.
    Parabéns pela bela abordagem !
    Um fraterno abraço e uma ótima semana.
    Sinval.

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    1. Meu Deus!! Você sabe, Sinval, eu nunca havia pensado nessa possibilidade? Só falta a infeliz ter roubado o Zezinho!!! Você daria um ótimo detetive...rss
      Beijo, amigo! Uma ótima semana.

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  29. Difícil? Bota difícil nisso! Aqui em casa também tivemos problemas com empregadas. Bela crônica Taís!

    Beijos,

    Furtado

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  30. Taís:
    es una situación incómoda e indignante. Todo trabajador se merece respeto por su trabajo, un trato correcto y un salario justo. Cuando eso se cumple, el trabajador también debe ser horado y legal.
    Beijos e abraços.

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  31. Diarista é muito difícil encontrar uma que seja digna de confiança, sobretudo nos dias de hoje. Quando encontramos que zelar. Abraços!

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  32. Se muy bien de lo que hablas Tais.
    Es todo un problema.
    Y tengo también unas cuantas anécdotas.
    Creo que tendríamos material para escribir un libro.

    ¡Mucha suerte con la rodilla de la Mme Dorflex!

    Beijos


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  33. Cada momento mais caricato Taís...
    tem gente capaz de tudo...
    Bj

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  34. Minha família sofre aqui também em achar uma boa empregada.
    Cada vez mais difícil de se confiar em alguém e dá-lhes histórias sobre as domésticas.


    Boa semana,
    http://mylife-rapha.blogspot.com

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  35. É uma situação difícil, mas com contratadas, o caso é pior, por sermos obrigados a aturar o/a gatuno/a por mais trinta dias, ou pagar indemnização...
    Começo sempre com uma conversa preliminar, dizendo que se precisa, pede, que estou atenta e premeio a honestidade, a dedicação e o cumprimento do dever... mas já tive dois casos lamentáveis...
    O caso do pobre do Zé palrador, foi divertido... ''tadinho''...
    Querida Taís, dias de grande serenidade e contentamento.
    Beijos, Amiga
    ~~~~~~~~

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  36. OI TAÍS!
    TIVEMOS SITUAÇÕES PARECIDAS EM DUAS OCASIÕES, TAMBÉM PEGUEI UMA "DANADA" COMENDO A PAPINHA DE MINHA FILHA E UMA QUE ESCONDEU A CARNE ENTRE BUJÕES DE GÁS( AINDA NÃO HAVIA GÁS CENTRAL KKKK) E COMO A TUA ESQUECEU DE LEVAR OU ALGO A IMPEDIU DE FAZÊ-LO, HOJE DAMOS RIZADAS MAS, NA ÉPOCA FOI BASTANTE ESTRESSANTE. TAMBÉM EU, HOJE EM DIA ME VIRO COM UMA DIARISTA UMA VEZ POR SEMANA E ESTÁ MUITO BOM.
    ABRÇS AMIGA.
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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  37. Lendo sua crônica fui me reportando aos meus dissabores muito semelhantes aos seus. Vamos tentando driblar estas dificuldades, pois ter sido colocada no rol de profissão não as diferenciou do que ao longo do tempo presenciamos, infelizmente.

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  38. Tais, "eu me abro" porque não entendo o por quê que não és a pena de ouro do jornalismo brasileiro! Se fosses uma jornalista, derrubarias governos, ditaduras, monarquias e anarquias que "hão" por esse país além. Tu escreves muito bem - "beníssimo"! (O Coronel Setembrino há de sonhar comigo do lado dele). Mas sem brincadeira - não encontro um deslize da simplicidade autêntica no teu texto. Apenas no início doeu-se os ouvidos por apenas dois "es": 'E MAUS PROFISSIONAIS.... E NO EMPREGO....' És demais! Parabéns! Parabéns! E parabéns! Ainda ei de te contratar para adequar os meus textos de romances onde apanho surras e mais surras da simplicidade pelo meu formalismo. Parabéns de novo! Grande abraço. Laerte.

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  39. Bom dia, o mundo do trabalho é complicado quando não são atribuídas responsabilidades bem definidas, quem trabalha faz uma troca de trabalho por dinheiro, isto é, o trabalhador dá o seu trabalho diariamente e ao fim de cada mês recebe em troca o seu vencimento, é transmitido ao trabalhador tudo o que fica à sua responsabilidade, caso não cumpra com o assumido pelas duas partes, é despedido na hora, eu funciono assim, nunca me dei mal, já fiz alguns despedimentos argumentado o motivo ao trabalhador, todos nós funcionamos melhor quando somos responsabilidades, depois da Taís luso ler este meu comentário, vai pensar certamente, " este AG é muito chatinho", peço desculpa.
    Continuação de boa semana,
    AG

    Para os maus trabalhadores


    Vinho que vai para vinagre
    não retrocede o caminho;
    só por obra de milagre,
    pode de novo ser vinho.

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  40. UFFFF SON SITUACIONES MUY COMPLEJAS. GRACIAS POR COMPARTIR.
    ABRAZOS

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  41. Adoro ler as sua crônicas, misturam humor e reflexão. Realmente está cada vez mais difícil confiar em alguém para se colocar em nossa casa.
    Beijos

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  42. Amiga, que bem soubeste tratar este tema.
    Não chocaste, não provocaste, não enraiveceste ninguém: nem faxineira competente (que as há), nem diarista incompetente, nem patroa preconceituosa.
    Limitaste-te a relatar peripécias guardadas num cantinho da memória designado: empregadas domésticas. Eu, e talvez todas as mulheres, tenho um cantinho igual.
    Mudar comportamentos não é tarefa fácil. A relação patroa/empregada doméstica exige doses valentes de paciência. E respeito, claro!
    Tais, deixo-te um conselho: apaga da memória a Cenira, a evangélica “roubadora” de papagaios (o que terá feiro a mulher ao bichinho?!), a carnívora, a Valdeci, e todas as empregadas que já passaram por tua casa; continua medicando a diarista actual, navegando e guardando novas histórias para contares com a tua graça habitual.
    Dorflex. Tomei nota. Não é para a minha empregada, uma ucraniana fresca como uma alface, mas para a patroa… que há doze anos sobe escadote depois dela bater a porta. De sacola vazia. Espero!
    É preciso ter calma. Ciente disso, à sexta-feira, bem cedo, tomo uma dose de "calmex". Resulta!
    Beijo.



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    1. Apagar da memória? Não!!!! Minha memória é minha amiga.
      Guardar mágoas que torna-se o problema. E não guardo, pouquíssimas para minha defesa.
      Beijão, querida amiga.

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  43. Interesante reflexión Tais, dentro de un historial de "servicio doméstico"muy amplio.Me pregunto si la vida para Zezinho habrá sido tras su liberación mejor o peor.

    Un beso austral.

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  44. Boa tarde, querida Tais,
    que bela crônica, ri muito, pois você é ótima ao escrever.
    "Quando ela aperta a campainha eu já lhe dou um Dorflex". Eu estou com a minha diarista mais ou menos assim também, pior que eu, rsssssss.
    Quando minha filha era pequena, também houve algo parecido, eu comprava iugurte, e sempre os potinhos estavam pela metade, eu não entendia como, pois estavam bem lacrados, elas são fabulosas, ela pegava uma gilete (na época, gilete), fazia um corte nos copinhos e chupava um pouco de iugurte de cada um, e sem saber dava o resto para a minha filha, que na época estava muito doente. Há tantos episódios, com os quais eu poderia ganhar a vida, contando esses casos de família.Há tanto a falar sobre elas, mas vou ficar por aqui, amiga. Beijos!

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  45. Olá Tais,

    Observo que sua saga com as domésticas, seja empregada ou diarista, tem sido crucial-rsrs. Lembrou-me até de algumas passagens com as domésticas de algumas das minhas irmãs.
    Por incrível que pareça, somente tive três empregadas domésticas desde que adquiri o meu primeiro apartamento. A primeira ficou comigo por vários anos e era de confiança. Apesar de bastante jovem, nunca me trouxe problemas. A segunda ficou apenas no período de experiência, pois foi um desastre. Ela costumava levantar, fazer o café, tomá-lo e voltar para a cama. Pode? Preguiçosa pra caramba. A terceira e última está comigo há quase 30 anos. Já é praticamente da família. É excelente profissional. Somente mudamos o esquema de trabalho dela para três vezes por semana por conveniência dela. Claro que ela fez alguns estragos por aqui, mas todos releváveis-rs.
    Adorei a crônica, amiga!

    Obrigada pelo carinho, atenção e companheirismo durante todo o período em que caminhamos juntas na blogosfera. Foi muito gratificante interagir com você. É bem provável que nos cruzaremos novamente nesse mundo virtual, assim como é certo que passarei por aqui, embora de maneira silenciosa, para ler suas crônicas, que são exclentes, divertidas e de grande leveza.
    Desejo tudo de lindo e de melhor para você.
    Grata por tudo.

    Beijo.

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  46. Toda a gente tem o problema das empregadas domésticas. Já tive histórias parecidas cá em casa, mas nunca como a do papagaio Zezinho... a empregada era tramada... rsrsrs...
    Gostei da sua crónica. A vida real é um manancial de histórias interessantes.
    Bom fim de semana, amiga Taís.
    Beijo.

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  47. Revi, na tua crónica, as histórias de muitas amigas. Nunca precisei de ninguém diariamente, sempre tive alguém uma ou duas vezes por semana. Felizmente, tenho tido sorte; conservo a mesma pessoa há para aí uns dez anos; no dia em que vem, é dia de muita conversa, faz bem a ambas.
    Parabéns por mais uma bom texto.
    Bjinho

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  48. Taís, não conhecia a palavra "diarista". :) Estas histórias são tão diversas e é preciso alguma sorte para acertar com a pessoa que passa a fazer parte da nossa vida, mesmo que seja uma vez por semana, como é o meu caso.
    Um texto com interesse e muito agradável de ler, como habitualmente.

    Beijinho, amiga.

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  49. Encontrar boas profissionais na área... e que sejam pessoas de confiança... não se revela nada fácil! Uma amiga minha está procurando faz tempo... e ainda não se decidiu por ninguém...
    Tive pena do seu Zezinho!... O seu passarinho evangelizado!... Isso não se faz... O bichinho, certamente sózinho, não teria capacidade para se cuidar...
    Adorei seu relato, Tais... das desventuras domésticas!
    Beijos!
    Ana

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  50. Que coisa Taís, ai como aqui estas coisas se sucedem. A gente fica sem entender o porquê deste comportamento, pois muitas vezes as ajudamos muito com coisas que não nos servem e nem assim há lealdade. Podemos enumerar vários casos, desde o furto à violência dos nossos. Mas esta do papagaio foi demais.
    Enfim minha amiga a gente tem é que contar com a sorte mesmo.
    Abraços e que a velha senhora possa lhe ajudar com o Dorflex como companhia,rsrs.
    Bjs de paz Taís.
    Acho que agora me atualizei por aqui e vamos ao Pedro.

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Taís Luso